Dicas de leitura sobre bicicletas, transporte sustentável e mobilidade urbana.

O automóvel
O planejamento urbano e a crise nas cidades
Raimundo C. Caruso (organização)
FiscalTech

O livro pode ser encomendado no site das Livrarias Curitiba

Organizado pela FiscalTech, empresa privada de Curitiba, o livro “O automóvel” foi inicialmente pensado como uma homenagem póstuma a Roberto Varella, fundador do grupo. Depois, percebendo a oportunidade de abrir espaço para o debate de ideias sobre mobilidade urbana, seus familiares alteraram o projeto e o trataram como um compilado de artigos de especialistas das mais diversas áreas sobre o caos no trânsito do país, focado principalmente no automóvel. Como conjunto a obra tem aspectos interessante, apesar de reunir também artigos com teorias ultrapassadas e projetos totalmente fora da realidade.

Ao mesmo tempo em que apresenta uma oportuna análise da carnificina nas estradas brasileiras por parte do inspetor da Polícia Rodoviária Federal Alexandre Castilho, por exemplo, o organizador abre espaço para o Aerotrem, um estranho projeto que propõe a construção de elevados para o transporte coletivo de massa. E abre espaço para defesas atrasadas do rodoviarismo e teses à Prestes Maia de que crescimento econômico envolve ampliar avenidas e harmonizar o transporte coletivo e o individual (e não priorizar o investimento em transporte público de massa no lugar do espaço para os carros – e não em elevados que causam fraturas urbanas). A leitura pode ajudar a entender as ideias que ajudaram na construção do mito de Curitiba como cidade modelo em mobilidade urbana. Nesse sentido, serve como oposição ao livro “Curitiba e o mito da cidade modelo”, do Dennison de Oliveira, disponível nesta mesma lista aí embaixo. E viva a pluralidade!

“Analisemos, por exemplo, a situação do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. Pois bem, a China, grande potência, crescimento explosivo, mas com ferrovias cortando o país inteiro. Além disso, há uma numerosa navegação costeira e fluvial, com hidrovias escoando as safras. Logo, não para comparar a China com o Brasil. Já, a Índia, ferrovias e pobreza, e sem tantos centros consumidores de excelência. Tem uma agricultura de subsistência, certo desapego material e não é obcecada pelo consumo, como acontece no Brasil. Finalmente a Rússia, que investe em ferrovias há cem anos, tem distâncias tão grandes e maiores que as do Brasil, e assim o transporte rodoviário é quase impraticável. Para encerrar, vemos o Brasil, também um continente, porém cortado de rodovias e sem alternativa de transporte que por estradas. E o que é que encontramos no nosso País? Encontramos a ameaçadora promiscuidade do transporte de soja, de petróleo e gasolina, dos eletrodoméstricos, dos veículos novos, dos carros populares circulando na mão de gente que nunca dirigiu na estrada e que agora está descobrindo o turismo interno, de custos baixos”.

Trecho da entrevista do autor com Alexandre Castilho, página 30 do livro.

 

A bicicleta e as cidades
Como inserir a bicicleta na política de mobilidade urbana
Renato Boareto (organização)
Instituto de Energia e Meio Ambiente

Organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, o livro “A bicicleta e as cidades” é uma compilação de orientações e conceitos adequados para a inserção deste tipo de modal em planejamentos urbanos. O livro reúne exemplos de diferentes projetos cicloviários no Brasil e no mundo, lista vantagens que vão de ganhos com saúde pública coletiva à justiça social, e destaca que a preocupação com a construção de cidades mais humanas é uma tendência diretamente relacionada ao aumento da consciência social e ambiental.

Trata-se de uma edição bilíngue inclui um documentário em DVD, um vídeo disponível no youtube. O livro pode ser baixado aqui (PDF) ou encomendado no Instituto de Energia e Meio Ambiente pelo e-mail energiaeambiente@energiaeambiente.org.br. Dá para ver a cara da versão impressa aqui.

“Pouco a pouco, diversas cidades ao redor do mundo vêm reconquistando seus espaços públicos com a implantação de melhores calçadas e ciclovias e reduzindo as áreas ocupadas por estacionamentos, a fim de que estes voltem a ser habitáveis ou possam acolher atividades públicas. Além disso, os veículos motorizados vêm sendo substituídos por meios de transporte de maior capacidade e mais econômicos como o metrô, trens, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos), ônibus coletivos e bicicletas. Nos locais onde têm sido implementados esses projetos, observa-se que as pessoas tendem a responder positivamente e até com entusiasmo à oportunidade de caminhar, andar de bicicleta e participar da vida pública no espaço coletivo. Grandes cidades, com realidades as mais distintas, vêm pondo em prática melhorias para a circulação de pedestres e ciclistas. Um dos objetivos primordiais do planejamento urbano, e mais especificamente do planejamento de transportes, deve ser a busca pela qualidade de vida nas cidades, para que os habitantes realmente vivam os espaços urbanos, e não apenas passem por eles”.

Trecho do livro, página 16.

O Carteiro e o Poeta
Antonio Skármeta
Record

Publicado na década de 1980 primeiramente com o título da edição original em espanhol “Ardente Paciência”, este livro ganhou destaque ao servir de base para o filme italiano “Il Postino”, (em português, também traduzido para “O Carteiro e o Poeta”). Trata-se da história de um carteiro que entrega cartas de bicicleta em Isla Negra, refúgio no litoral do poeta chileno Pablo Neruda. Na tela, diálogos do livro são reproduzidos com fidelidade e ganham vida na voz do genial Massimo Troisi. Este ator napolitano, considerado um dos mais promissores do país, morreu pouco após as viagens. A diferença principal entre o livro e o filme é o contexto. No texto que serviu de base para o roteiro, Neruda vive no Chile, com toda efervescência política que marcou o país na década de 1970, incluindo o golpe militar. No filme, a história é adaptada e o poeta vive um exílio na Itália. Em ambas as obras, a bicicleta completa a poesia recorrente na qual o autor se apoia para construir uma história de amor.

O livro pode ser encomendado na editora, aqui.

“Eu queria mandar a você alguma coisa mais, fora as palavras. E assim me enfiei nesta gaiola que canta. Uma gaiola que é um passarinho. É um presente que faço. Mas também queria pedir uma coisa, Mario, que só você pode cumprir. Todos os meus outros amigos ou não saberiam o que fazer ou pensariam que sou um velho caduco e ridículo. Quero que você vá com este gravador passeando pela Ilha Negra e grave todos os sons e ruídos que vá encontrando. Preciso desesperadamente de algo, nem que seja o fantasma da minha casa. A minha saúde não anda nada bem. Sinto falta do mar. Sinto falta dos pássaros. Mande para mim os sons da minha casa. Entre no jardim e faça soar os sinos. Primeiro grave esse repicar suave dos sininhos pequenos quando o vento bate neles, e depois puxe o cordão do sino maior, cinco, seis vezes. Sinos, meus sinos! Não há nada que soe tão bem como a palavra sino se a penduramos num campanário junto ao mar. E depois vá até as pedras e grave a arrebentação das ondas. E se ouvir gaivotas, grave. E se ouvir o silêncio das estrelas siderais, grave. Paris é muito bonita, mas é uma roupa que fica muito grande para mim. Além do mais, aqui é inverno e o vento revolve a neve como um moinho a farinha. A neve sobe, sobe, trepa pela minha pele. Ela me faz um triste rei com sua túnica branca. Já está chegando à minha boca, já tapa meus lábios, já não me saem as palavras”.

Trecho do livro, página 83 e 84

Fordlândia
Ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na Selva
Greg Grandin
Editora Rocco


O livro é uma grande reportagem sobre a tentativa de Henry Ford de construir uma cidade no meio da selva amazônica, nas margens do Rio Tapajós. Mais do que um retrato da mobilização gigantesca para criar uma vila industrial no meio da mata, o trabalho de Greg Grandin é um relatório detalhado das visões e sonhos do industrial que influenciou todo modo de produção do último século. Ford aparece como um personagem complexo, com preconceitos, vícios e virtudes. O empreendimento é detalhado desde o começo, incluindo informações sobre maracutaias para  a aquisição das terras, os erros de planejamento e um recorte histórico sobre a região e a população ribeirinha.

Disponível para venda aqui, resenha do The Guardian (em inglês) aqui, e página do autor aqui. Leia um trecho:

“Mas também havia no Tapajós aldeias de indígenas famintos e desesperadamente pobres que mal haviam conseguido sobreviver ao auge da borracha. Se a Fordlândia poderia ou não conseguir uma parcela importante de mão de obra dessas comunidades, é discutível, uma vez que uma combinação de racismo e ignorância impedia qualquer tentativa. Em certa ocasião, um recrutador indicou que havia um grupo de “dois mil índios morrendo de fome” assentados recentemente pelo governo às margens do Xingu, um rio mais ou menos paralelo ao Tapajós a leste, e que eles provavelmente gostariam de trabalhar na Fordlândia, onde teriam “habitação de graça, assistência médica gratuita, hospital, água potável, escolas de graça e um trabalho estável para homens estáveis”. Contudo, antes que um agente pudesse ser enviado ao Xingu, Edmar Jovita, brasileiro educado em Oxford que trabalhava para a empresa, mas na ocasião estava viajando, enviou um telegrama recomendando para a plantação que “não tivesse nenhuma relação com esses índios, pois eles não estão domesticados”.

Trecho do livro, página 165

 

Nervo Exposto
De Havana a Santiago de Cuba
João Pavese
Editora Terceiro Nome


Em uma linguagem direta e viceral, o fotógrafo João Pavese narra uma viagem de bicicleta atravessando Cuba. Defende que pedalar é a melhor maneira de conhecer de verdade um país; é possível percorrer distâncias mais longas do que a pé sem perder contato com o entorno. O autor-narrador fuma charutos, fala da bunda das mulheres, sofre de amor, se apaixona, vive, envolvendo o leitor. É livro para agarrar e soltar só depois da última página.

Dá para comprar aqui. Sente o tom da narrativa:

O ônibus passava agora por ruas tortuosas, sobrados, pequenas praças, muita gente nas calçadas aproveitando o frescor da tempestade que acara de passar. Belo final da tarde. Mas à medida que o ônibus avançava, bem devagar pra não pegar criança com bola, notei um certo mal-estar no olhar daqueles moradores. Olhar de espanto dos mais velhos – tragadas tensas no charuto -; curiosidade dos mais jovens. De cara comecei a tirar conclusões: aquela nave encerada e o ar-condicionado com um bando de turistas por detrás de janelas fumê agrediam muito a simplicidade da situação. Os cubanos e seus carros velhos, casas com reboco aparente, anos na improvisação total, e o nosso ônibus lá, incólume, como se não fizesse parte da mesma paisagem. E não fazia. Aquilo não me agradava. Um deslocamento de realidade muito grande. Nós, os turistas, no simba-safári vendo como pobre se vira achando que somos a solução: trazemos dólares, e dólares garantem a vida daquela gente.

Trecho do livro, página 32

Curitiba e o mito da cidade modelo
Dennison de Oliveira
Editora UFPR


O livro é de 2000, então está bastante desatualizado, mas serve como referência importante sobre a história da urbanização de Curitiba. Ajuda a pensar em como a imagem fácil de cidade modelo é limitada e a entender a influência de diferentes grupos privados na formatação do espaço público. É leitura acadêmica, repleta de referências e detalhes da política local, e até, por isso, um pouco chata. Absolutamente necessária, porém, especialmente para quem estuda urbanismo e busca referências e modelos.

Dá para comprar o livro clicando aqui. Leia abaixo relato sobre quando Jaime Lerner resolveu colocar em operação o novo sistema de ônibus de Curitiba:

Quando o projeto finalmente ficou pronto, logo se tornou óbvio que profundas mudanças deveriam ser feitas tanto na forma como o poder público gerenciava o transporte coletivo quanto na maneira como os empresários o exploravam. Conseqüentemente, não foram poucos nem pequenos os atritos entre as partes.

Para começar, o conceito de uma linha de ônibus ininterrupta que corresse ao longo de todo o eixo-estrutural norte-sul era inaceitável para os empresários. É que ele violava o conceito de área seletiva, atravessando áreas que eram exploradas por empresários diferentes. Ocorre que a divisão dessas áreas, feita vinte anos antes, foi realizada de forma mais ou menos arbitrária: tratava-se de uma série de raios que partiam todos do centro da cidade que, correndo mais ou menos ao longo das ruas disponíveis, dividia a cidade de forma semelhante a um gráfico de pizza. Ora, esse conceito fazia sentido naquela época, quando se tratava da municipalidade garantir a todas as empresas um pedaço do centro e um pedaço da periferia. Mas era de todo inadequado para um sistema de transporte que se dispunha a integrar os pontos extremos da cidade.

Trecho do livro, páginas 139 e 140

Diários de Bicicleta
David Byrne
Editora Manole, selo Amarilys

O músico David Byrne, do Talking Heads, reuniu anotações pessoais de viagens que fez em turnês com a banda em um livro sobre cidades, urbanismo e cicloativismo. De um jeito fácil e direto, ele divide reflexões e impressões sobre os lugares por onde passou, incluindo Berlim, Istambul, Buenos Aires, Manila, Sydney, Londres, São Francisco e Nova York. A edição brasileira conta com prefácio do Tom Zé.

O que existe em certas cidades e lugares que incentiva atitudes específicas? Sou eu que estou imaginando que isso existe? Até onde a infraestrutura das cidades molda as vidas, o trabalho e as emoções de seus habitantes? Muito significativamente, eu imagino. Toda essa conversa sobre ciclovias, prédios feios e densidade populacional não envolve apenas essas coisas, trata-se também do tipo de gente em que essas coisas nos transformam. Eu não acho que seja imaginação minha que as pessoas que se mudam de qualquer lugar para Los Angeles inevitavelmente perdem as características do ambiente de onde vieram e acabam criando trabalhos tipo-LA e sendo pessoas tipo-LA. As atitudes criativas, sociais  e cívicas dependem do ambiente de onde vivemos? Sim, eu acredito nisso.

Trecho do livro, páginas 271 e 272

Leia também: Byrne vai de bike
Cidade de muros
Crime, segregação e cidadania em São Paulo
Editora Edusp

O livro apresenta reflexões e dados sobre a segregação espacial em curso em São Paulo e retrata o processo de desuminação da cidade. A autora,  a antropologa Teresa Pires do Rio Caldeira, relaciona medo e desrespeito a direitos básicos da população com alterações físicas na cidade. A convivência nas ruas é suprimida por avenidas que conectam enclaves fortificados e o espaço público acaba fragmentado. Aponta, apoiada em uma pesquisa consistente e um texto bem construído, como a cidadania é atropelada no processo e a fragilidade de um ordenamento urbano assim estabelecido.

Dá para folhear o livro aqui, comprá-lo direto na editora aqui, ou ler aqui o artigo que a professora de sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Maria Helena Oliva Augusto, escreveu a respeito.

Na São Paulo contemporânea, o espaço público é o mais vazio e o uso das ruas, calçadas e praças é mais raro exatamente onde há mais enclaves fortificados, especialmente os residenciais. Em bairros como o Morumbi, as ruas são espaços vazios e a qualidade material dos espaços públicos é simplesmente ruim. Devido à orientação interna dos enclaves fortificados, muitas ruas têm calçadas não-pavimentadas ou mesmo não as têm, e várias ruas atrás dos condomínios não são asfaltadas. As distâncias entre os prédios são grandes. Os muros são muito altos, sem proporção com o corpo humano, e grande parte deles ainda têm arames eletrificados. As ruas são para os automóveis e a circulação de pedestres torna-se uma experiência desagradável. Na verdade, os espaços psão construídos intencionalmente para produzir esse efeito. Andar no Morumbi é um estigma – o pedestre é pobre e suspeito.

Trecho do livro, página 314

A Cultura do Automóvel
Revista Ciência&Ambiente, da Universidade Federal de Santa Maria

A edição 37 da revista Ciência&Ambiente, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), reúne artigos sobre o uso do automóvel no país e suas implicações. Com apresentação da arquitetura e urbanista Erminia Maricato, a publicação apresenta estudos sobre como o uso do transporte individual privado ganhou espaço no país e o avanço do rodoviarismo até em regiões improváveis, como a Amazônia.

A publicação é de julho/dezembro de 2008, mas segue bastante atual e ainda por ser adquirida pela internet. Aqui tem um resumo dos artigos e aqui informações sobre como comprar.

A mundialização e democratização do uso do automóvel foram adaptando as cidades às necessidades do veículo, principalmente em relação às classes médias, formando verdadeiros depedentes de seu uso através de uma cultura automobilística que tem seu próprio modo de vida. Isso encarece os custos urbanos, pois as cidades gastam muito mais em combustível, além de poluir o ambiente, matar os que realizam menos de 30% das viagens, e ainda promover a exclusão social nos espaços públicos

Trecho do artigo “Revisitando o ‘Não-Transporte’ – a Tese da Rua Humanizada”, do urbanista Nazareno Stanislau Affonso

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Os autores

Daniel Santini é jornalista, tem 31 anos e pedala uma bicicleta vermelha em São Paulo. Também colaboram no blog Gisele Brito e Thiago Benicchio.

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