Leitores de todo o Brasil se solidarizam com família Bertolucci

Foto de Gonzalo Cuéllar (clique na imagem)

Não foi só em São Paulo que a morte do empresário Antonio Bertolucci, de 68 anos, atropelado de maneira brutal na manhã de segunda-feira, dia 15 de junho, provocou manifestações de solidariedade e indignação. Leitores do Outras Vias de diversas partes do Brasil deixaram nos comentários do blog mensagens de apoio à família do ciclista. “Que triste! Minha solidariedade aos familiares do Sr. Antônio Bertolucci. Nenhuma morte pode ser aceita. Não moro em São Paulo, mas aqui em Floripa enfrentamos o mesmo desrespeito. Não dá mais pra se calar…”, escreveu Mayra Caju Warren.

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Em São Paulo, no dia da tragédia, ciclistas organizaram uma manifestação pública de apoio e pedido de mais cuidado para quem dirige. Foi pintada e colocada uma Ghost Bike, uma Bicicleta Fantasma, no local do acidente. “Isso já não é apenas mais triste mas sim TRÁGICO! Pedalo no Rio de Janeiro e aqui também é assustadora a violência contra ciclistas. Meu apoio, carinho e solidariedade aos familiares do Sr. Antonio”, escreveu Cristina Amazonas.

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Em linhas gerais, os leitores deixaram mensagens exigindo respeito, atenção e cuidado por parte dos motoristas. Cobraram das autoridades a construção de ciclovias em avenidas e estrutura cicloviária adequada para a cidade e pediram menos violência no trânsito. “Triste e revoltante. Sou de Porto Alegre e mando solidariedade à família. Motoristas de ônibus deveriam ser exemplares, mas vejo muitos que andam descontrolados, sem dar a mínima pra ciclistas e pedestres. E o pior é que isso é tratado como normal. Pegaram os dados do ônibus?”, escreveu Melissa. “Sentimentos à família e todo apoio daqui de Salvador! Não aceitamos mais mortes! Não foi acidente!”, escreveu Ana Elisa.

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Todos os comentários podem ser lidos aqui. NÃO ACEITAMOS MAIS NENHUMA MORTE.

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2 Responses to “Leitores de todo o Brasil se solidarizam com família Bertolucci”


  1. 1 Leticia 15/06/2011 às 5:05 pm

    “Não aceitamos mais nenhuma morte!” Que esse pensamento seja repetido por todos nós (pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas…) como um mantra.

    Paz e respeito no trânsito! “Não aceitamos mais nenhuma morte!”

    Meus sinceros sentimentos à família. Que as boas lembranças confortem a cada um de vocês nos momentos de saudade.

  2. 2 Dr. Traffic Calming 18/06/2011 às 10:48 am

    A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) vai substituir os 156 radares fotográficos que há 20 anos foram instalados nos principais corredores de trânsito da capital para documentar infrações cometidas nas faixas exclusivas de ônibus e nos cruzamentos com semáforos. Com os novos equipamentos, as fotos em placas serão substituídas por imagens digitais de alta definição. Estima-se que a troca multiplicará por cinco o total de multas para esses dois tipos de infração.
    Entre 2005 e 2010, o número de multas de trânsito em São Paulo praticamente dobrou. No ano passado, foram 6,97 milhões, um total 96% superior ao registrado seis anos antes. O aumento do rigor na fiscalização não leva, porém, à redução do número de acidentes nas ruas da capital. Pelo contrário. Embora lombadas eletrônicas e radares se multipliquem nas ruas – também para flagrar desrespeito ao rodízio e ao limite de velocidade – e cresça o número de agentes de trânsito da CET, que deixam de orientar o motorista para preencher seus blocos de multas, a civilidade no trânsito se reduz e a violência aumenta. Em 2010, houve 26.370 acidentes de trânsito na capital, que mataram 1.357 pessoas – 161 a mais do que as 1.196 vítimas de homicídios dolosos registrados no mesmo período.
    A verdadeira intenção do governo municipal ao decidir pela troca dos radares é, portanto, a de aumentar a arrecadação. Afinal, um número expressivo de motoristas se livrou das multas de trânsito em 2010, principalmente por causa da falha no processamento de autuações registradas por radares. Os atuais equipamentos produzem imagens de baixa resolução, o que provoca o descarte de pelo menos metade das fotos que registram. Além disso, no caso dos corredores de ônibus, os radares registram também a presença de táxis, veículos que podem trafegar pelas faixas exclusivas. Os filmes utilizados por esses radares têm capacidade para apenas 36 fotos e, no período necessário para substituí-los, muitos veículos em situação irregular deixam de ser flagrados.
    Se a administração municipal estivesse interessada em aumentar a segurança do trânsito e não em multar mais, em vez de investir em radares mais modernos, promoveria a educação dos motoristas e pedestres e melhoraria a engenharia de tráfego. O correto é tratar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) como instrumento principalmente educativo e, por isso, a boa convivência no trânsito deveria fazer parte da formação das crianças, dos jovens e dos motoristas.
    Em vez de se preocupar exageradamente com as multas, a Prefeitura deveria adotar as medidas necessárias para melhorar a segurança do trânsito, com adequada visibilidade dos sinais, pavimentação de qualidade e orientação precisa aos motoristas por parte dos agentes da CET, que estão mesmo é interessados em flagrar infratores.
    Se a preocupação das autoridades de trânsito fosse reduzir a violência nas ruas, elas já estariam há muito tempo fazendo o possível para eliminar uma das maiores causas de mortes em acidentes, que é o permanente conflito entre motociclistas e motoristas na disputa pelos poucos espaços livres nos corredores. Das 1.357 mortes ocorridas no ano passado em acidentes de trânsito, 478 foram de motociclistas. Há décadas, a administração municipal vem editando e reeditando normas para tornar menos perigosa a circulação de motos pelas vias da cidade. Normas quase nunca cumpridas, porque os motoboys sempre conseguiram impor sua vontade aos governantes, que vivem de olho gordo em seus votos.
    O trânsito de São Paulo fere uma pessoa a cada 20 minutos e mata uma a cada 13 horas. Foram 228 mortos entre janeiro e abril deste ano e mais de 8,3 mil feridos. São números que demonstram claramente que a estratégia da punição ampla, descolada da educação e da engenharia de tráfego, não é a melhor maneira de enfrentar o problema.
    Estadão – opinião – 18/6
    Essa empresa mista, black box travestido de órgão publico, cujo objetivo principal é a arrecadação e a preocupação primeira a distribuição de dividendos aos acionistas, basta ler seu estatuto; com gastos escandalosos e misteriosos em publicidade – 12 milhões/ano, factóides quinzenais, que entope a cidade com placas questionáveis e outras firulas, onde acidentes, inclusive os fatais são meras estatísticas e danos colaterais em sua estratégia de arrecadação, não precisa de Ombudsman, precisa de um interventor. Finalmente parece que começaram a perceber a farsa de suas atividades e a realidade de seus interesses.


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Daniel Santini é jornalista, tem 31 anos e pedala uma bicicleta vermelha em São Paulo. Também colaboram no blog Gisele Brito e Thiago Benicchio.

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