Arquivo para janeiro \31\UTC 2011

Bicicletada contra o aumento do ônibus

Essa baixinha aqui pedalou 22 km sorrindo. Foto: Palmas (clique na imagem)

Bicicletadas são explosões coletivas de alegria e o prazer é mais subversivo do que a raiva (texto em inglês). Essas são as premissas para tentar entender o que aconteceu em São Paulo na noite de sexta-feira, 28 de janeiro, na primeira Bicicletada de 2011.

Ciclista com cartaz nas costas. Foto: Daniel Santini

O tema escolhido para este mês foi o aumento do preço do ônibus na capital. Em 5 de janeiro, a tarifa passou de R$ 2,70 para R$ 3, o que fez com que São Paulo permanecesse como a cidade com o ônibus mais caro do Brasil. Uma cidade em que compensa mais comprar uma moto do que utilizar transporte coletivo é uma cidade condenada à fumaça e aos congestionamentos. E a não ser que você goste de pedalar respirando um ar nojento, vai concordar que faz total sentido unir esforços com quem defende melhorias no sistema de transporte coletivo e priorização de investimentos para o público em detrimento do transporte individual motorizado (leia-se ampliação de avenidas, túneis, pontes faraônicas e outras obras que só beneficiam quem tem carro e tornam a cidade mais cinza e feia).

O tema da Bicicletada foi este, muita gente levou cartazes reclamando da tarifa, teve cantoria, distribuição de panfletos e interação com motoqueiros, motoristas e pedestres. Os que esperavam nos pontos aplaudiram as reivindicações. Mas não foi só isso que aconteceu.

Distribuição de panfletos e adesivo no banco de trás de uma bike. Foto: Daniel Santini

Felicidade
Mais do que reclamar e gritar, a Massa Crítica celebrou. Encontros, reencontros, conversas, crianças com os pais, sobrinhos, namorados de mãos dadas pedalando, ciclistas ajudando skatistas nas subidas, gente feliz junta em uma confusão de sorrisos e luzes coloridas piscando. Arrisco que havia umas 500 pessoas, talvez menos, talvez mais.

Fato é que tinha tanta gente que desta vez até um helicóptero a Polícia Militar destacou para sobrevoar o grupo, com direito a holofotes sobre a Massa. A PM, que na semana retrasada havia reprimido com violência um protesto contra o aumento da tarifa, desta vez acompanhou com respeito e até ajudou a bloquear o trânsito para o grupo fluir sem interrupções, minimizando o congestionamento. Tirando um ou outra discussão e tensão entre ciclistas e PMs inconformados em não encontrar o líder em um movimento radicalmente horizontal e sem hierarquia, tudo correu bem.

Percurso detalhado com média de velocidade por trechos (clique na imagem)

Aliás, travar o tráfego só por travar, interromper a circulação de ônibus ou hostilizar motoristas durante a Bicicletada, são armas pouco eficazes que mais provocam raiva do que reflexão. Vale a premissa que abre este texto, seduzir é mais eficiente do que obrigar. O movimento tem que ser de convite. Motoristas são aliados naturais em uma disputa por cidades com trânsito mais eficiente – ninguém quer ficar parado o dia todo.

O grande barato desta bicicletada foi o respeito e a alegria contagiante durante todo o percurso. Como quando, na Avenida Paulista ainda, todos pararam na faixa quando alguém gritou  “PEDEEESTRE”. Não tem preço ver o sorriso da senhora atravessando, encantada. Ou ver o pique do Márcio Campos, incansável distribuindo panfletos e explicações simpáticas aos que tiveram que aguardar para a Massa passar. Ele ouviu de um mulher sentada no banco de passageiro: “vocês estão devolvendo a vida e a alma perdidas a essa cidade”.

Seduzir é isso. É escrever sobre política em um nível acadêmico refinado com tesão como fez o Odir neste texto aqui ao falar da Bicicletada; é ter vontade, acreditar e querer uma cidade diferente.

São Paulo pode ser divertida, colorida e entusiasmante, e não essa coisa cinza, disforme e eficiente ao extremo que estamos construindo. Se gosta desta ideia, considere-se convidado para a próxima Bicicletada, na última sexta-feira do mês, às 20h, na Praça do Ciclista, esquina das avenidas Consolação e Paulista.

Veja também:
Fotos no Flickr do Everton Alvarenga
Fotos no Flickr do Radamés Ajna
Fotos no ImageSchack do Adriano

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Ônibus, caminhadas e bikes, a opção da maioria

No Brasil, 63,6% da população se desloca de ônibus, a pé ou de bicicleta. Pouco mais de um terço, apenas 36,4% utiliza transporte individual motorizado, sendo que 23,8% opta por carros e 12,6% por motos. Em algumas regiões, a discrepância é ainda maior. No Norte, por exemplo, tem mais gente utilizando bicicletas como transporte (17,9%) do que carros (17,6%) e costuma haver mais respeito por ciclistas e pedestres do que em outras regiões (vale dar uma olhada nos relatos da jornalista Evelyn Araripe, que recentemente deu um giro pela região).

Mapa divulgado pelo Ipea (clique na imagem para baixar o estudo)

Os dados constam no estudo que o Ipea (PDF no GoogleDocs) divulgou nesta semana sobre Mobilidade Urbana. Como parte de uma série de pesquisas para o Sistema de Indicadores de Percepção Social, os técnicos desta vez procuraram traçar um retrato das impressões da população sobre a eficácia do transporte público e os principais desafios de cada região.

Vale ler com calma os dados e pensar sobre a justiça das políticas de transporte adotadas em todo o país. Não só em São Paulo, mas em todas as regiões é comum a priorização da ampliação da malha viária (leia-se construção de avenidas, viadutos e túneis), em detrimento de investimentos na melhoria do transporte coletivo. As cidades são pensadas para beneficiar uma minoria, enquanto a maioria se espreme cada vez mais em ônibus apertados e lentos devido aos congestionamentos provocados pela quantidade absurda de carros circulando.

Quem cursa ensino superior é quem mais usa carro no Brasil.

Não é só. Mesmo sem oferecer serviços satisfatórios, as principais redes de transporte público adotam políticas tarifárias agressivas, excluindo parte da população. Nem todo mundo anda de bicicleta porque é saudável ou divertido – tem muita gente que não tem opção. O estudo do Ipea indica que 28,91% da população deixa de usar transporte por não ter dinheiro para pagar. No Norte, o índice chega a absurdos 48,12%. Ausência de rede de transporte ou falta de linha no horário necessário são outros motivos que afastam o público (no Brasil, 35,30% e 36,52% respectivamente).

É neste contexto que as principais cidades do país anunciaram aumento na tarifa de ônibus. São Paulo é uma das capitais que puxou a subida dos preços e segue com a tarifa municipal mais cara: R$ 3,00. É também a cidade onde tem acontecido seguidos protestos contra a manutenção de tal política desigual no trânsito. Ontem aconteceu mais um e hoje a Bicicletada, manifestação de ciclistas que acontece todo mês, tem como tema o aumento.

Conforme indicam os dados do Ipea, faz sentido a união entre ciclistas, pedestres e passageiros de ônibus em manifestações pedindo mais respeito por parte do poder público e por parte de quem usa transporte individual para se deslocar.

Nas cidades que concentram mais carros, o respeito é menor.

P.S. – Quem me encaminhou o estudo e chamou a atenção para os dados foi a Andreia Dip, amiga querida e jornalista extremamente talentosa. Vale dar uma olhada nos textos saborosos que ela escreve sempre. Valeu, Dipa!

Fotos do Bike Tour São Paulo

Marginal do Rio Pinheiros no Aniversário de São Paulo. Foto: Daniel Santini

Ontem, terça-feira, 25 de janeiro, como parte da celebração pelo aniversário de São Paulo, mais de 7 mil pessoas participaram da terceira edição do World Bike Tour em São Paulo. Trata-se de um evento que, com apoio do Governo Federal, Governo Estadual e da Prefeitura, tem como objetivo declarado “a união de esforços na conscientização dos cidadãos, para o incremento da utilização da bicicleta, prática de mais esporte e na adoção de estilos de vida mais saudáveis e estimulantes”, e que se propõe a ser “acontecimento de referência na mobilização social (…) através da sensibilização para o uso da bicicleta, como meio de lazer e transporte não poluente”.

Um carro a menos! Foto: Daniel Santini

Exato, bicicleta como meio de transporte. Essa é a parte mais legal do Bike Tour. O evento, disputadíssimo porque o ingresso dá direito a uma bicicleta, tem entre os objetivos estimular as pessoas a buscarem outras vias de deslocamento nas cidades. Em uma metrópole com todos os vícios e problemas de anos e anos de apoio e priorização ao transporte individual motorizado, chamar a atenção para este veículo como uma alternativa aos carros pode ser um começo interessante.

É claro que é só uma sementinha, um primeiro passo em meio a uma série de mudanças ainda necessárias, que incluem não só políticas de apoio a bicicletas, mas também de fortalecimento e incentivo à adesão ao transporte coletivo em detrimento ao individual.

Bikes especiais para quem não pedala com os pés. Foto: Daniel Santini

O Bike Tour é um evento que tem potencial de despertar muita gente para a possibilidade de transformar São Paulo em uma cidade mais humana, agradável e divertida. Merece aplausos por isso. Mas também merece críticas por problemas que vão desde falhas técnicas nas bicicletas distribuídas (sobraram reclamações de pneus murchos ou furados e problemas mecânicos) até a falta de sensibilidade em relação ao retorno dos participantes.

Bikes de alguns dos voluntários que ajudaram na volta para casa. Foto: Daniel Santini

Após distribuir milhares de bicicletas, os organizadores e autoridades simplesmente esqueceram de orientar ou ajudar na volta para casa. Muitos dos que fizeram o passeio eram novatos, alguns com dificuldades em percursos simples. Nenhuma medida foi adotada e, oficialmente, nem a Ciclofaixa de Lazer, que passa ao lado do percurso, funcionou ontem.

É como se a bicicleta fosse para dias de lazer e domingos ensolarados e só. Neste contexto, depois de passear, muitos colocaram as bikes novas no carro. Boa parte delas acabará condenada a empoeirar em garagens, penduradas com pneus murchos e correntes enferrujadas.

Outros foram ajudados por integrantes da Bicicletada de São Paulo, que, voluntariamente, organizaram grupos para ajudar e orientar quem quis voltar pedalando para casa. A Bicicletada é aquela Massa Crítica que toda última sexta-feira do mês se forma na Praça do Ciclista, na esquina das avenidas Consolação e Paulista em uma manifestação alegre e divertida por uma cidade com diversidade no trânsito (a próxima é nesta sexta-feira, concentração a partir das 18h e saída por volta das 20h).

Com cartazes, voluntários ajudaram a organizar os grupos. Foto: Daniel Santini

Bonde Zona Leste. Foto: Daniel Santini

Os cartazes improvisados e placas de papelão, serviram para reunir pessoas e organizar um retorno com mais segurança. Gente que tinha deixado o carro na USP se arrependeu por não poder voltar pedalando nos “bondes” formados. Amizades foram feitas, ideias trocadas e sementes de um jeito diferente de ver e viver a cidade foram plantadas.

Leia também o relato no Vádebike.org e veja fotos de bikes da Massa abaixo.

Ciclista é amigo. Foto: Daniel Santini

Eu transito, você congestiona. Foto: Daniel Santini

Tá com pressa? Vá de bike. Foto: Daniel Santini

Cultura da bicicleta. Foto: Daniel Santini

Volte pedalando. Pergunte como. Foto: D. Santini

Protestos por transporte de qualidade

São Paulo tem o ônibus mais caro do Brasil desde 5 de janeiro. O aumento foi efetivado, mas as manifestações contra a nova tarifa continuam. Ontem, em São Paulo, integrantes do Movimento Passe Livre, estudantes, ciclistas e trabalhadores que dependem dos ônibus e que defendem transporte público acessível e de qualidade realizaram protesto pacífico na Avenida Paulista. Desta vez, a Polícia Militar não tentou reprimir a manifestação; apenas solicitou que os participantes mantivessem faixas livres para o trânsito.

Protesto na Paulista. Clique na imagem para ver mais registros. (Foto: Aline Cavalcante)

Leia também: O direito à manifestação e o trânsito e Aumento em 17 cidades

Braço da cadeira quebrou! Foto: Daniel Santini

O MPL promete mais manifestações; a programação pode ser encontrada aqui. Nada justifica os ônibus de São Paulo serem os mais caros do Brasil. Quem usa o sistema sabe que não são poucos os veículos velhos caindo aos pedaços. Os problemas vão de pneus carecas, que colocam em risco todos, a vazamentos durante a chuva. A foto ao lado e a de baixo foram tiradas após a tarifa subir para R$ 3.

Chuva e "inundação" dentro do ônibus. Foto: Karla Soares (clique na imagem)

Como inserir a bicicleta na mobilidade urbana

São Paulo vive um paradoxo. Ao mesmo tempo em que o secretário de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes fala em cancelar o programa de estacionamento e aluguel de bicicletas nas estações de trem e metrô, explode na cidade a demanda por mais redes cicloviárias (formadas não só por ciclovias, mas também por rotas compartilhadas com velocidade limitada para veículos motorizados).

Com o intuito de ajudar neste difícil debate sobre o espaço das bicicletas na cidade, a Biblioteca do OutrasVias apresenta livro que é referência em políticas públicas para este tipo de modal: “A bicicleta e as cidades – Como inserir a bicicleta na política de mobilidade urbana”.

A publicação reúne informações e exemplos detalhados de como as bicicletas podem ter um papel importante na criação de redes complementares ao transporte coletivo, fortalecendo o mesmo. Os benefícios para o poder público de incentivar o uso de bicicletas e também a construção de cidades mais humanas são listados com cuidado.

Trata-se de leitura obrigatória para quem administra o trânsito ou tem interesse em como serão as políticas transportes nas cidades do futuro.

Junto com o livro, o Instituto de Energia e Meio Ambiente organizou um vídeo resumindo algumas das principais ideias. Vale acompanhar com atenção cada um dos nove minutos reunidos nesta caixinha aí embaixo.

Demanda reprimida

Passeio de bicicleta tranquilo na Ponte da Cidade Universitária domingo, uma semana antes da inauguração oficial da CicloFaixa. Foto: Willian Cruz (clique na imagem)

Mesmo sem inauguração oficial, o trecho novo de 10 km da CicloFaixa de Lazer de São Paulo começou a funcionar neste domingo, dia 16. A Prefeitura providenciou a pintura das faixas e sinalização indicando o espaço  reservado para circulação exclusiva de bicicletas a partir do dia 23. A nova CicloFaixa funcionará sempre aos domingos, das 7h às 14h, como nos demais trechos.

Tudo foi preparado para que a Prefeitura e a Bradesco Seguros, empresa que patrocina a iniciativa, pudessem entregar o novo trajeto como um presente para a cidade justamente no dia 23, domingo que antecede o aniversário de São Paulo. A capital faz 457 anos na terça-feira, dia 25. Só que ninguém quis esperar.

Mesmo sem cones, carros respeitaram a sinalização da CicloFaixa. Foto: Willian Cruz (clique na imagem)

Bastou a sinalização da futura CicloFaixa para centenas de pessoas ocuparem o espaço e pedalarem sem medo dos carros. Mesmo sem os cones e os fiscais normalmente contratados, os motoristas respeitaram a divisão e não invadiram o espaço.  O Willian Cruz, do blog Vádebike.org, registrou o momento como dá para ver nas fotos que ilustram esse texto.

Poder público
A demanda por outras vias de locomoção, por lazer e por qualidade de vida só aumenta em São Paulo. Os parques da cidade cada vez mais lotados em dias ensolarados são um sinal disso. O número de grupos de passeios de bicicleta crescente é outro.

Demanda existe. Grupo do Olavo Bikers. Foto: Daniel Santini

Deu para sentir isso claramente no domingo anterior ao da “invasão” da CicloFaixa, quando cruzei por acaso com o pessoal da Olavo Bikers justamente em um trecho onde seria pintada uma das novas CicloFaixas e decidi acompanhá-los. Conversando com os participantes, deu para ouvir sobre inúmeros grupos de pedais noturnos que todos os dias saem para girar por São Paulo. E deu para ouvir várias vezes frases do tipo: “eu bem que gostaria de ir para o trabalho pedalando”.

Até crianças participam dos passeios. Foto: Daniel Santini

A falta de rotas adequadas para bicicletas desencoraja muita gente. Medidas simples poderiam resolver a questão. Não é necessário separar e segregar com ciclovias todos os trajetos, o que custaria uma fortuna. Ciclovias são importante sim em avenidas em que os carros andam em alta velocidade. Mas este tipo de avenida deve ser exceção e não regra em cidades projetadas para pessoas. Indicar faixas compartilhadas, sinalizar e criar uma cultura de respeito no trânsito, onde o maior defende e protege o menor, são passos necessários no caminho rumo a um novo modelo de cidade.

Demanda para isso existe.

E, só para registro, é nesse contexto que o secretário de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes primeiro ameaçou acabar com o aluguel de bicicletas na rede do Metrô de São Paulo e depois anunciou que o UseBike não será mantido (em entrevista à Rádio Bandeirantes).

Grupo em cruzamento com a Avenida Paulista. Foto: Daniel Santini

O direito à manifestação e o trânsito

Faixa que será aberta hoje durante passeata na Paulista. Foto: Daniel Santini

O artigo 5º da Constituição Federal, que versa sobre Direitos e Garantias Fundamentais, diz o seguinte:

III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;  IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

O artigo 3º da Lei 4.898, de 1965, diz o seguinte:
Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: a) à liberdade de locomoção; f) à liberdade de associação;  h) ao direito de reunião;  i) à incolumidade física do indivíduo;

Carrocracia
Manifestantes contrários ao aumento da tarifa de ônibus em São Paulo realizaram um protesto ontem em São Paulo. A Polícia Militar atuou da seguinte maneira:

Leia também:
No UOL, estudantes reclamam do preço do ônibus e apanham em SP
No Estadão, PM usa bombas de gás lacrimogêneo para reprimir protesto

Direito à vida
Hoje, dia 14, gente que acredita que a cidade não deve ser destinada apenas aos carros e que o direito à vida se sobrepõe à pressa farão uma homenagem à ciclista Márcia Prado, morta em 2009 ao ser atropelada por um ônibus na Avenida Paulista. O grupo se encontra às 18h da Praça do Ciclista, que fica na esquina das avenidas Paulista e Consolação, e caminha com flores e faixas até o local em que ela foi atingida.

Márcia vive! Foto: Daniel Santini

Leia também
Na ESPN Brasil, dois anos sem Márcia Prado
Mais sobre a Márcia, na página da Bicicletada
Fotos da pintura das faixas em homenagem
Homenagem no FixaSampa
Homenagem nas Pedalinas
2 anos sem Márcia, também nas Pedalinas

* As referências às leis que abrem este texto foram inspiradas nesta página do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.


Os autores

Daniel Santini é jornalista, tem 31 anos e pedala uma bicicleta vermelha em São Paulo. Também colaboram no blog Gisele Brito e Thiago Benicchio.

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